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quarta-feira, 24 de março de 2010

Saiba como foi o primeiro dia de julgamento do caso Isabella Nardoni

Quase dois anos depois da morte de Isabella Nardoni, jogada do 6º andar do Edifício London em 29 de março de 2008, Alexandre Nardoni, Anna Carolina Jatobá e Ana Carolina de Oliveira - pai, madrasta e mãe da menina - voltaram a ficar frente a frente. Veja os principais momentos no primeiro dia do julgamento do casal acusado de matar Isabella Nardoni.
6h30 - O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deixa as penitenciárias em Tremembé, no interior de São Paulo, rumo a São Paulo. Eles vieram em comboios diferentes e chegaram ao fórum às 8h30. Vestidos com uniforme do presídio, os dois ficaram em celas separadas e não puderam se comunicar.

10h30 - O pedreiro Gabriel dos Santos Neto, que não havia sido localizado pela Justiça para ser intimado a prestar depoimento no júri, como testemunha de defesa, chega ao Fórum de Santana, onde é realizado o julgamento. Ele teria afirmado, em entrevista dada na época do crime, que a obra ao lado do Edifício London, onde ocorreu o crime, tinha sido arrombada na mesma noite em que Isabella morreu. Em depoimento à polícia, negou a informação.

AE
Mãe de Isabella ao chegar ao fórum

Mãe de Isabella chega ao fórum
11h15 - chega ao fórum a mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina de Oliveira. Considerada testemunha-chave, ela estava acompanhada da advogada Cristina Christo Leite, que também é assistente de acusação do promotor Francisco Cembranelli.

12h - aumenta o número de pessoas em frente ao Fórum de Santana para acompanhar o julgamento. Vestidos com camisas com a foto de Isabella e trazendo cartazes, a população protestou e prestou homenagem à família de Isabella. Não foi divulgado um balanço pela Polícia Militar de quantos passaram pelo local.

14h17 - Com atraso de uma hora e dezessete minutos, começa o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Os dois são acusados de ter matado Isabella Nardoni. Eles negam o crime.

15h - o pai de Alexandre Nardoni, o advogado tributarista Antônio Nardoni, concede entrevista e dá detalhes da conversa que teve com o filho no domingo. Ele diz que Alexandre está confiante na absolvição.

16h - O júri é formado. O futuro do casal Nardoni está nas mãos de quatro mulheres e três homens. Duas mulheres foram recusadas - uma pela defesa e outra pela acusação. O juíz Maurício Fossen rejeita o pedido do advogado de defesa Roberto Podval para adiar o julgamento.

17h - Sete testemunhas são dispensadas - seis pela defesa e uma pela acusação. Outras 17 vão prestar depoimento.

19h30 - Mãe de Isabella começa a ser interrogada. Em depoimento, que durou 2h30, Ana Carolina de Oliveira chorou quatro vezes e emocionou o jurado. Ela relatou o momento que viu a filha no jardim do prédio e como estavam Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni. "Alexandre gritava que tinha ladrão. A Anna também gritava muito. Eu pedi para ela ficar quieta e ela me disse que aquilo estava acontecendo por causa da minha filha". Juiz determina que ela fique incomunicável.

22h30 - Alexandre Nardoni deixa o fórum em direção à Penitenciária de Pinheiros, onde passará a noite. Anna Carolina Jatobá segue para a Penitenciária Feminina de Santana.

Quadro do Proteste Já do CQC que foi censurado semana passada

Para quem não acompanhar o CQC, semana passa o quadro Proteste Já que exibiria uma denuncia envolvendo uma secretaria de Barueri-SP. A polêmica da matéria girava em torno de uma TV de LCD que o próprio programa CQC doou para uma escola pública da cidade. SÓ QUE, imaginando o que poderia acontecer com a TV, a moçada resolveu instalar um celular com GPS dentro da televisão com intuito de saber qual fim seria dado a mesma.

Bom, já dá para imaginar o que aconteceu, não?



Dez Livros Recomendados - Todo Mundo Deveria Ler

1. Hiroshima (1946)

O jornalista John Hersey levou 17 dias para entrevistar dezenas de sobreviventes da bomba atômica em Hiroshima (os “hibakushas”) e quase dois meses para escrever. Como resultado, nasceu a reportagem que faria 300 mil exemplares da revista New Yorker desaparecerem das bancas em menos de um dia, em 31 de agosto de 1946. Hersey reconstruiu a história de seis sobreviventes, aliando uma rigorosa apuração com técnicas emprestadas da literatura – o que deu um apetite extra ao texto. A reportagem, mais tarde lançada em livro, foi considerada por acadêmicos de jornalismo a melhor já escrita de todo o século XX. A leitura é indispensável não só porque mudou o jornalismo para sempre, mas também porque ensina como contar uma história com estilo e simplicidade.
2. Os Sertões (1902)

Considerado uma tortura para a maioria dos leitores, o clássico de Euclides da Cunha é um verdadeiro tratado sobre o potencial jornalístico no Brasil. Apesar do vocabulário rebuscado e de parágrafos que parecem indecifráveis, Os Sertões é o retrato de um mundo até então desconhecido pelas lentes da imprensa, construído por alguém que teve a sensibilidade de trazer informações riquíssimas em uma terra desértica. Das três partes em que é dividido (“A Terra”, “O Homem” e “A Luta”), as duas últimas são as que mais interessam ao jornalismo. Os que quiserem encarar não esquecerão dessa viagem.
3. Por quem os sinos dobram (1940)

Ernest Hemingway foi correspondente de guerra em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola e conseguiu tirar, a partir deste episódio, uma de suas maiores criações escritas. Apesar de ser uma obra literária, Por quem os sinos dobram é um dos maiores exemplos de como um jornalista pode se apropriar da realidade para construir uma bela narrativa ficcional, sem perder a intimidade com a realidade presenciada. Segue, numa esfera internacional, o caminho de Os Sertões, ao transmitir toda a dimensão de um conflito e apropriá-lo a personagens literários.

4. A sangue frio (1959)

Considerado o primeiro grande livro-reportagem do século XX (inaugurou o chamado romance de não-ficção), A sangue frio resgata, com minúcias, o assassinato de uma família em uma inóspita cidade do Kansas (EUA). É um dos maiores exemplos de como o jornalismo pode mergulhar profundamente em uma realidade e reconstruí-la quase que inteiramente. Truman Capote preparou-se durante anos entre pesquisas, entrevistas e observação para traduzir o universo psicológico dos personagens e relatar os fatos que precederam o crime até a condenação dos assassinos. É um dos livros mais indicados em todos os cursos de jornalismo e referência, até hoje, da combinação entre o árduo trabalho de apuração e elementos literários.
5. Fama e anonimato (2004)

O norte-americano Gay Talese foi um especialista em seguir os passos de celebridades e de pessoas desconhecidas para criar reportagens publicadas nas revistas Esquire e New Yorker. Lançado recentemente no Brasil, Fama e anonimato é uma coletânea de perfis publicados originalmente na imprensa a partir da segunda metade do século XX. Divide-se em três temáticas: a vida urbana em Nova York; a construção da ponte Verrazzano-Narrows; e a vida de artistas e esportistas americanos. Talese trabalha com detalhes aparentemente inúteis, mas que, por suas mãos, dão um ar interessante à narrativa. Um de seus perfis mais famosos, “Frank sinatra está resfriado”, é fundamental para entender a estrutura de um perfil. No making off “Como não entrevistar Frank Sinatra”, o jornalista conta a proeza de ter escrito sobre o cantor apenas pela observação e pela entrevista com pessoas que o cercavam, visto que não conseguiu entrevistá-lo. Outra grande aula de jornalismo.
6. Notícia de um seqüestro (1996)

Poucos conhecem a faceta jornalística do vencedor do Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez. Pois esse lado do escritor também se mostra magistral, ainda mais quando se trata de construir um livro-reportagem. A obra reconta uma série de seqüestros, protagonizada por narcotraficantes colombianos em 1990. Depois de entrevistar as vítimas e colher informações mais que precisas, Gabo usa a precisão desses detalhes e a habilidade literária para radiografar o mundo dos cativeiros. Imperdível não só para jornalistas, mas para todos que apreciam seu jeito ímpar de contar histórias.
7. Minha razão de viver

Memórias de um repórter (1987) – O livro de memórias de Samuel Weiner, considerado um dos maiores jornalistas brasileiros, interessa não somente pela trajetória do repórter e, posteriormente, dono do jornal Última Hora. O livro acaba por resgatar fatos de fundamental importância para a história do Brasil, como o memorável furo de reportagem de Weiner com Getúlio Vargas, pouco antes de retornar ao poder nos anos 50. Além de ter vendido jornais como água, a reportagem influenciou decisivamente o cenário político-eleitoral da época. Embora os acontecimentos relatados partam de um ponto de vista pessoal, unem jornalismo e história como mútuos protagonistas.
8. A regra do jogo (1997)

Outra obra que recria a memória de um jornalista, mas também traz reflexões abstratas sobre o dia-a-dia da profissão. Um dos pontos é a ética jornalística, que, segundo o autor, deve ser comparada à do marceneiro, ou seja, à de qualquer outro cidadão. Responsável pela modernização das redações de grandes jornais – O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo – por volta dos anos 80, Cláudio Abramo emite uma série de desabafos sobre os cargos que ocupou na grande imprensa e sobre o relacionamento com colegas – grandes jornalistas do período. Boa referência sobre os bastidores das redações e sobre as relações construídas nesses ambientes, suas transformações e hierarquias.
9. Manual de radiojornalismo (2002)

Embora o título seja bem específico e até fuja de um foco de leitura mais generalista, seus autores – Heródoto Barbeiro e Paulo Rodolfo de Lima –, ambos experientes jornalistas da rádio CBN, trazem um guia essencial de termos para quem atua nas mais diversas áreas do jornalismo, de economia a esportes. Interessante para consulta, principalmente para estreantes que precisam de socorro em novas editorias.
10. Chatô – O rei do Brasil (1994)

Ler a biografia de Fernando Morais sobre o legendário Assis Chateaubriand (1892-1968) – dono do maior conglomerado da imprensa que o Brasil conheceu – parece uma missão ingrata, dado o tamanho da obra e a aglomeração de detalhes. Lido por muitos com desgosto, Chatô pode ser encarado por outra ótica: uma importante referência sobre a imprensa brasileira, pois recria não apenas a vida de um dos maiores empreendedores do ramo de comunicações, mas também fatos históricos como a era do rádio, a chegada da televisão na década de 50 e as mudanças econômicas e políticas que influenciaram a imprensa nacional.

Significados Pulseiras Coloridas do Sexo

» Amarela – é a melhor porque significa das um abraço no rapaz;
» Laranja – significa uma “dentadinha do amor”;
» Roxa – já dá direito a um beijo com língua;
» Cor-de-rosa – a menina tem de lhe mostrar o peito;
» Vermelha – tem de lhe fazer uma lap dance (dança erótica);
» Azul – fazer sexo oral praticado pela menina (”boquete”);
» Verdes – são as dos chupões no pescoço;
» Preta – significa fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira;
» Dourada – fazer todos citados acima ou sexo oral simultâneo (“meia-nove”);
» Listrada– sexo na posição “frango assado”;
» Grená – Sexo anal sem lubrificante;
» Transparente – sexo com parentes consanguíneos;
» Marrom – sexo escatológico (“brown shower”);

terça-feira, 23 de março de 2010

Trabalho da polícia e legista marcam segundo dia de júri do caso Isabella; fotos de corpo chocam presentes

Em cerca de onze horas de sessão, os presentes ao segundo dia de júri popular de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá nesta terça-feira (23) pela morte da Isabella Nardoni, 5, ouviram três testemunhas de acusação, que tentaram comprovar que o casal, pai e madrasta da menina, a agrediu e jogou pela janela do 6º andar do edifício London em março de 2008. Pela primeira vez foi usada a maquete do prédio e fotos do corpo da menina no IML (Instituto Médico Legal) chocaram familiares e jurados.

O momento mais marcante foi a apresentação de fotos de Isabella pelo legista Paulo Tieppo Alves. A avó de Isabella, mãe de Ana Carolina Oliveira, chorou e chegou a deixar a sala do júri. Antes, o legista afirmara que um conjunto de traumas provocou a morte da menina, como já havia sido divulgado: uma asfixia causada por esganadura, uma queda dentro do apartamento, possivelmente provocada por alguém que a jogou, e a queda da janela. Mas também trouxe um laudo minuciosamente explicado: que mostra que alguém tentou calar a boca da menina para impedir seus gritos.

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